Segundo um inquérito realizado em toda a Alemanha pelo Centro de dor e cuidados paliativos de Wiesbaden, 74,1 % dos homens e 76,8 % das mulheres com pernas amputadas sofrem de dor fantasma.
Isto traduz-se por dores sentidas nas extremidades amputadas. A causa exacta ainda hoje não é clara, mas parece estar relacionada com causas tanto físicas quanto psíquicas. Num estudo (1) realizado, foi possível comprovar ainda que a utilização de um revestimento têxtil do coto em Umbrellan, da empresa medi, contribui para proteger contra forças electromagnéticas, resultando numa redução significativa da dor fantasma, sem efeitos secundários.
Participaram no inquérito 537 pessoas com amputações. Foram dadas 33 294 respostas. O grupo era composto por 71,1 % de homens e 28,9 % de mulheres. 6,1 % dos participantes tinham idades inferiores a 30 anos, 22 % mais de 70 anos. O motivo mais apontado para a amputação foram acidentes, seguidos de doenças arteriais oclusivas periféricas. Amputações no caso de diabetes mellitus e lesões de guerra foram claramente mais frequentes nos homens, amputações devidas a tumores foram mais referidas por mulheres. 4,5 % dos participantes eram amputados no braço, 95,5 % na perna. Sofriam de dor fantasma 74,1 % dos homens e 76,8 % das mulheres. A intensidade da dor fantasma foi classificada, na sua maioria, entre VAS 5 e VAS 8 (numa escala de 0 a 10). As proporções dos vários tipos de dor sentidos em todas as referências foi de:
- queimadura: 13,6 %
- formigueiro: 20,4 %
- cãibras: 15,3 %
- choques eléctricos: 21,0%
- picadas de facas: 23,4 %
- diversos: 6,3 %
Choques eléctricos e picadas de facas foram descritos, frequentemente associados a hipersensibilidade cutânea ou nas cicatrizes, transpiração excessiva e sensibilidade à pressão, raramente associados a sobreaquecimento, frio excessivo, palidez ou coloração azulada.
Quanto mais intensas as dores imediatamente antes da amputação, mais forte a dor fantasma.
79,5 % dos pacientes que não tinham dores antes da amputação tinham agora dor fantasma, o mesmo acontecendo a 84,75 % das pessoas afectadas com dores crónicas. 95,7 % das pessoas que sofriam de dores mesmo nos últimos dias antes da amputação, sofriam agora de dor fantasma. 419 pacientes (78 %) referiram ter sensações fantasma - 76,3 % dos homens, 83,7 % das mulheres. No grupo com sensações fantasma, 16,5 % sentiam um fantasma frio, 19,5 % um fantasma quente e 64 % um fantasma à temperatura normal. 30,1 % destas pessoas sujeitas a amputações (23,5 % dos inquiridos) não conseguiam mover o membro fantasma, os restantes descreveram liberdade de movimentos, mas apenas com grande concentração ou com os olhos fechados.
Inquérito em grande escala por toda a Alemanha sobre o tema da dor fantasma
O inquérito em larga escala foi iniciado pelo Dr. med. Uwe Kern, médico anestesista e de clínica geral, especialista em terapia da dor, quiroterapia e medicina desportiva, do Centro da dor e dos cuidados paliativos de Wiesbaden. Com o apoio da medi, um moderno fabricante de adaptadores e auxiliares para próteses contra a dor fantasma, foi solicitado a todas as pessoas com amputações de membros superiores e inferiores que descrevessem as suas experiências de dor, através de um amplo inquérito com 62 perguntas. Os dados sobre a ocorrência e extensão da dor fantasma e sensações fantasma variam consideravelmente na literatura. "Neste primeiro e - tanto quando julgamos saber - maior inquérito realizado a nível nacional, pretende avaliar-se o significado deste problema na Alemanha" acrescenta o Dr. Kern, ao explicar a metodologia do inquérito. Trata-se do maior inquérito realizado na Alemanha, a pessoas com amputações, sobre o tema da dor fantasma. O objectivo do inquérito foi aproveitar a experiência das pessoas afectadas para explorar novos caminhos no tratamento e no combate da dor fantasma, no sentido de acelerar os progressos do desenvolvimento.
Dor fantasma
Inquérito de larga escala